Escutar sem antecipar
Acompanhar a experiência sem fazer com que teorias, diagnósticos ou recursos cheguem antes da pessoa.
Percurso
Cyntia é psicóloga clínica e supervisora com mais de dez anos de experiência.
Trabalha com adultos, idosos, profissionais e estudantes de Psicologia. Sua prática procura compreender a experiência singular de cada pessoa e sustentar um espaço no qual histórias, crenças e modos próprios de estar no mundo possam aparecer sem redução a respostas previamente escolhidas.
Na supervisão clínica, acompanha profissionais na reflexão, no estudo e no desenvolvimento contínuo de sua prática. Na Morada, responde pela direção conceitual, clínica, ética e editorial dos textos, pesquisas e materiais publicados.
Modos de trabalho
Cada campo devolve perguntas aos demais e mantém o conhecimento em movimento.
Acompanhar a experiência sem fazer com que teorias, diagnósticos ou recursos cheguem antes da pessoa.
Criar condições para que dúvidas, impasses e possibilidades da prática possam ser elaborados com rigor e abertura.
Transformar estudo e experiência em textos e materiais que sustentem perguntas, sem convertê-los em protocolos.
Da fotografia à Morada
A Morada começou no cotidiano, enquanto Cyntia fotografava suas filhas.
O estudo da câmera, da luz e do enquadramento abriu perguntas sobre memória, identidade, presença e sobre aquilo que uma imagem pode guardar sem jamais esgotar.
A fotografia a conduziu ao autorretrato como possibilidade de aproximação da própria experiência e, a partir dele, ao reencontro com a formação em Psicologia, os estudos fenomenológicos, a clínica e a supervisão.
Desse percurso nasceram a escrita, os materiais e a própria Morada: não como respostas definitivas, mas como formas provisórias de sustentar perguntas que ainda precisam permanecer vivas.
Como criar recursos para a Psicologia sem fazer com que o recurso chegue antes da pessoa?
Acompanhar a Morada